Correlações de forças e representatividade dos diferentes países em listas de melhores livros: uma análise polissistêmica das listas divulgadas pelos periódicos Folha de São Paulo (1999) e The Guardian (2002)

Daniel Alves

Resumo


Este artigo apresenta a análise de um corpus composto por duas listas que se propõem a indicar os melhores romances já escritos: a primeira divulgada em  1999 pelo periódico Folha de São Paulo; e a segunda  divulgada  em  2002  pelo  periódico  The  Guardian.  O  artigo  adota  uma  visão  polissistêmica  ao tentar  identificar  as  correlações  de  forças  envolvidas  nos  processos  de  formação  das  listas,  discutindo  a questão  da  nacionalidade  e  analisando  a  representação  dos  países  nas  listas  mencionadas.  Na  análise, verificou-se  que,  os  romances  de  quatro  países  (a  saber:  Inglaterra,  França,  Estados  Unidos  e  Itália) respondem  por  praticamente  50%  de  todos  os  livros  indicados  em  ambas  as  listas  –  não  foram encontrados,  todavia,  indícios  que  apontem  que  tal  concentração  tenha  sido  deliberada  ou  que  tenha visado  a  um  favorecimento  ou  a  uma  concentração  de  poder,  mas  é  sintomático  da  posição  central  que tais países costumam ocupar no polissistema literário.

Palavras-chave


polissistema literário, nacionalidade, listas de melhores livros

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In-Traduções ISSN 2176-7904, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil.